(Source: discretamente, via brendaacs)
(Source: o-qe-eu-tambem-nao-entendo, via desencanta-me)
Eu sempre me achei forte demais para me envolver com alguém, minha armadura foi sempre resistente. Não sou de me apegar, mas com você me senti completa… completa boba, completa louca, completamente desejada.
Te conheci naquela noite fria, você lançava olhares, enquanto a gente torcia, era um jogo importante, eu estava com pessoas mais importantes, e francamente, eu nem te notei.
Você se aproximou como quem não queria nada, pedindo informações. Trocamos algumas ideias, e os meninos mal deixavam nos aproximar, você pagou uma pizza, um refrigerante, fez o bom moço, torceu, sorriu, e que sorriso radiante. Ofereceu teu colo, teu copo, não aceitei, trocamos número do celular, pena que eu não anotei o seu. Você morava em outra cidade, uma cidade pequena, em que eu sempre amava estar.
Anotou meu número, e como o previsto, não me ligou. Na verdade eu nem me importei, não tinha olhos pra você!
Uma semana depois, estavamos nós novamente, na sua casa. E como irônia do destino, era dia 12 de junho, dia dos namorados… e lá estavamos nós, solteiros. Pudemos nos conhecer melhor, e demos boas risadas juntos. Você falava da sua paixão por voar, e confesso que fiquei encantada, entre uma conversa e outra, você me chamava de “pé frio”, você sorria, e a achava graça em tudo. Minhas amigas enroladas usavam seu banheiro, e eu só queria saber em estar enrolada em uma coberta, me sentindo completamente em casa, mesmo sendo apenas a segunda vez que nos vimos.
Que dia longo… longe de ter um fim, um quarto cheio, conversas boas, eu estava ficando apegada a aquelas pessoas.
Mas meu foco continuava não sendo você, pelo menos não logo de cara, não logo no começo. Aquele dia infinito acabou, você me adicionou no facebook, mas a gente nem se falou. Nunca fiz questão disso também.
Semanas depois, lá estava eu, na mesma cidade, e na mesma casa também. Você parecia ser mais um daqueles garotos legais, que começava a entrar no meu jogo de conquista. Então, resolvi sair com você e nossos amigos em comum. Bebemos bons drinks, e fomos para a balada. Começou a me lançar olhares, e me mandar mensagens, mas eu não queria aquilo, eu não queria pertencer a você.
Após muitas tentativas suas, eu já estava com náuseas, sei lá o que aconteceu, mas fiquei com você. Porque sinceramente eu tava cansada de esperar por alguém que não vinha, e larguei de me interessar por aquele cara que saia com as minhas amigas e não se importava se eu estaria ou não presente. Você era diferente, carinhoso, isso devia fazer parte do seu jogo de conquista, e eu me entreguei.
A noite acabou, e não nos vimos mais. Nos tornamos amigos, amigos distantes por sinal. Era uma distância de kilometros, e de sentimentos.
As coisas começaram a melhorar. Comecei a receber tuas mensagens, e a te encomodar, todas as vezes que voltava da balada. Me perdi, e você tava tendo a ousadia de me deixar louca. Que cilada!
Sempre me desapeguei muito fácil, e era vespera de feriado, quando recebi uma mensagem do tipo: “vamos pra ilha?”. Parece insignifcante, mas para mim, é como se eu tivesse ido parar nas nuvens, foi como se por um segundo, você quisesse que eu estivesse lá, e fazendo parte de tudo aquilo.
Mas eu fugi, preferi minhas amigas. Até porque sei, que você pode ser passageiro.
Pode ser que se eu tivesse ido, as coisas tivessem sido diferentes, mas eu não gosto de pensar assim.
Um mês depois, quando eu achei que eu era caso esquecido em sua vida, e que eu não significava nada entre seus circulos de amizade, recebi um convite, na véspera do seu aniversário. E você tinha certeza que eu não iria.
Até hoje, eu não sei bem ao certo, o que me levou até você, parece que no dia tudo conspirou, para que eu viajasse até lá.
Eu não sei porque você me chamou, mas é como se você desaparece da minha vida por um tempo, voltasse, e marcasse ponto.
E aconteceu, 12 de outubro, lá estava eu, para te dar um parabéns, e um abraço, nada mais além disso, bom, pelo menos era pra ser só isso. Dia 12, exatamente, 4 meses depois, da primeira vez que estive naquela casa.
Quando cheguei, eu me senti uma estranha no ninho, nem eu mesma, sabia lidar com aquilo. Seus pais, seus amigos, foi dificil, e ao mesmo tempo, tão intenso.
Desde o início da festa você me chamava atenção, me fazia tão bem conversar e estar com você, que eu comecei a me questionar.
Todos foram embora, e eu tava ali, aflita com tudo o que tinha escutado e acontecido. Você me abraçou, e é como se tudo tivesse acalmado. GAME OVER, eu me perdi, e me entreguei a você. Amor? Paixão? não descobri o que foi, é como se eu tivesse perdido o controle da situação, e tivesse restado apenas uma plena confiança em você. Quatro paredes, aquelas mesmas paredes, que foram cenário de muitas histórias nossas… E dessa vez, estava apenas ali, eu e você. Como foi bom dormir e acordar em seus braços pela segunda vez, mesmo que dessa vez tenha sido mais intensa. Você foi o primeiro, mesmo que nunca vai saiba disso.
Ainda hoje, não sei bem ao certo quem você é, não sei como pensa, não sei como sente. Só sei que você foi um grande jogador e provavelmente eu fui apenas mais uma perdedora do seu jogo.
Estou me recompondo, já voltamos a nos falar algumas vezes, e você foi sempre muito fofo comigo. Eu reluto, para seguir minha vidinha emocionante, enfrentando milhares e milhares de garotos, resultados de noites muito loucas.
Passaram alguns meses, e eu continuo pedindo, não some não, aparece.
E eis que o destino, justo hoje, enquanto escrevia essa história, fez com que você realmente tivesse me escutado e aparecesse assim. Não posso negar que fiquei radiante, mesmo que sabendo que daqui alguns dias é o carnaval, e você estará se divertindo em outros braços, e abraços.
Eu continuarei aqui, pois venho andado treinando muito com outros canalhas, tentando ocupar o buraquinho que você deixou no meu coração.
Mas o mundo que me levou até você, gira muito, e o suficiente para que, quem sabe um dia, eu ainda diga pra você, GAME OVER.. conquistei seu coração!
O que importa não é com quem ficar na sexta de noite, mas sim o sábado inteiro.
Amizade Colorida
(Source: heartless-g)